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Edição de obra inacabada resgata pioneiro da HQ em Sertãozinho - Sertanezino, Zezinho Rossin morreu em meio a transposição de J. de Alencar para quadrinhos

 

Uma parte da cultura de Sertãozinho foi resgatada pela perseverança de duas pessoas e o seu amor pela memória cultural da cidade. O aposentado Ricardo Francisco Rossin e a jornalista Sônia Maria Sarti conseguiram que a última obra do ilustrador sertanezino José Antonio Rossin, inacabada devido sua morte inesperada, fosse publicada mais de meio século depois.

Zezinho, como era conhecido em Sertãozinho, teve a vida interrompida precocemente, aos 21 anos, por causa da saúde frágil, assim como muitos personagens de José de Alencar, de quem ilustrou três livros. Coincidentemente, a última ilustração que ele fez foi a da morte da personagem Maria da Glória, no livro “O Ermitão da Glória”, que a dupla publicou em forma de história em quadrinhos pela Editora Noovha América.

O ilustrador sertanezino foi o pioneiro no Brasil na transformação de romances em quadrinhos. Chegou a ir ao Rio de Janeiro convencer os responsáveis pela Editora Brasil América Ltda. (Ebal), uma empresa que só publicava histórias importadas, a dar espaço para o talento brasileiro.

Pioneirismo

Quando a primeira história da trilogia de desenhos das obras de Alencar, “Sonhos D’Ouro”, foi publicada, em 1955, Zezinho Rossin já estava trabalhando na segunda, “Tril”, mas não conseguiu ver a sua publicação. Morreu no dia 11 de fevereiro de 1956, vitimado por uma trombose, quando terminava a terceira história, “O Ermitão da Glória”.

Quando a primeira história da trilogia de desenhos das obras de Alencar, “Sonhos D’Ouro”, foi publicada, em 1955, Zezinho Rossin já estava trabalhando na segunda, “Tril”, mas não conseguiu ver a sua publicação. Morreu no dia 11 de fevereiro de 1956, vitimado por uma trombose, quando terminava a terceira história, “O Ermitão da Glória”.

Por muito tempo os originais produzidos por Zezinho Rossin ficaram esquecidos na Editora Ebal, até que, estimulado pela administração local, em 1996, Ricardo Rossin os requisitou e os recebeu de volta, doando-os à prefeitura em comemoração ao centenário da cidade.

Devido a mudanças de governo em Sertãozinho, mais uma vez a obra ficou esquecida. “Eles ficaram guardados na Biblioteca Municipal por teimosia de uma funcionária, que ignorou as inúmeras ordens de dar um fim neles ou devolver para a família”, conta Sônia.

 

 Patrimônio

Graças ao cuidado de Cristina Bisson Moreno, os originais ficaram a salvo por dez anos, até poderem se tornar o primeiro patrimônio do Centro Municipal de Memória de Sertãozinho, criado em 2006, e que hoje funciona na Casa de Cultura.

Com o material do irmão em segurança, Ricardo retomou uma antiga ideia de reeditar as duas primeiras obras de Zezinho. Na mesma época, Sônia, que coordenava o Centro de Memória e preparava um projeto para o resgate da história de Sertãozinho se deparou com a história do ilustrador e pensou em dar continuidade à obra inacabada.

Depois de muito procurar em bibliotecas e editoras, localizou um exemplar de "O Ermitão da Glória" em um sebo, em São Paulo. Mas a dificuldade de conseguir o registro do Ministério da Cultura, devido a questões de direito autoral, mostrou que era mais fácil publicar a obra incompleta (o registro para a publicação da obra completa não saiu até hoje e a proposta foi apresentada junto com a da publicação da obra incompleta).

No livro, ao final dos desenhos de Zezinho, uma mensagem conta a história do ilustrador e convida o leitor a completar em sua imaginação as ilustrações que faltam do restante da história.

 Tema de feira

Hoje, a terceira obra de Zezinho Rossin, a obra inacabada do filho de Sertãozinho, está na biblioteca de todas as escolas da cidade, onde o ilustrador passou a ser conhecido em 2008 ao homenageado na feira do livro e estudado por todos os alunos do município.

 Serviço:

O Ermitão da Glória

Editora Noovha América

48 páginas

R$ 32

 

Fonte: http://www.viaeptv.com/lazerecultura/lazerecultura_internaNOT.aspx?idnoticia=271498

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